Trecho de 21,8 km, com um desnível pequeno, de apenas 230 m, cuja dificuldade pode ser considerada média.
Los Arcos está a 445 m de altitude e é uma cidade pequena, com apenas 1.308 habitantes.
No centro da cidade, eu encontraria um convidativo largo (Plaza de Viana) com peregrinos acomodados arredor de mesinhas de bar, vivendo um verdadeiro clima de festa. Ao lado deste largo, a sua belíssima igreja de Santa Maria, cuja visita é indispensável.
Los Arcos seria o único lugar onde tive certa dificuldade de encontrar hospedagem. Por alguns momentos pensei que terminaria dormindo ao léu.
Enquanto caminhava sozinho de Estella para Los Arcos, fotografei uma peregrina que caminhava à minha frente, tendo o cuidado de que ela não percebesse.
Com aparência física estrangeira, caminhava com o seu companheiro a quem não pude de imediato vislumbrar, porque seguia alguns passos à frente.
Com aparência física estrangeira, caminhava com o seu companheiro a quem não pude de imediato vislumbrar, porque seguia alguns passos à frente.
Ela trazia às costas uma pequena plaqueta cuja inscrição em inglês, eu viria a constatar que ainda despertaria muitas atenções.
Depois de algum tempo já em Los Arcos, terminei encontrando vaga em um albergue onde já estava hospedado Paolo.
Dediquei aquele tempo de final de dia para o descanso de alguns minutos, um banho restaurador, e providenciar lavagem de roupas que por três euros, lá havia quem disso se encarregasse.
Depois de tudo isso, saímos Paolo e eu para o "happy hour". Rumo ao centro de Los Arcos, de volta ao largo do qual estávamos a apenas uns 500 m.
Visitei a fabulosa igreja de Santa Maria onde parece até ter me esquecido do tempo. As fotos dirão melhor que palavras a respeito da sua beleza e magnificência.
A propósito, uma igreja como esta em uma cidade de pouco mais de 1000 habitantes, nos remete a que aquele lugar teve um passado esplendoroso!
Na realidade, sabe-se que nos séculos XV e XVI, face a sua localização próxima à fronteira entre Navarra e Castela, Los Arcos tomava parte de foros dos dois reinos, sem pagar impostos a nenhum deles. Da opulência de então, veio a construção da belíssima igreja.
Não pagar impostos! Que legal! Heim?
A propósito, uma igreja como esta em uma cidade de pouco mais de 1000 habitantes, nos remete a que aquele lugar teve um passado esplendoroso!
Na realidade, sabe-se que nos séculos XV e XVI, face a sua localização próxima à fronteira entre Navarra e Castela, Los Arcos tomava parte de foros dos dois reinos, sem pagar impostos a nenhum deles. Da opulência de então, veio a construção da belíssima igreja.
Não pagar impostos! Que legal! Heim?
Quando saí da igreja, já fazia algum tempo que Paolo estava "zanzando" pelo largo. Foi quando ele me chamou para apresentar "os cearenses".
Ao nos aproximarmos de uma das mesas, fomos recebidos simpaticamente por Dácio. Cearense sim, nascido em Aurora. Pequena cidade do interior do Ceará. Radicado hoje em Fortaleza. Ainda menino, o pai promotor, havia sido transferido para o Crato, outra cidade do interior do Ceará. Crato, é minha cidade natal! De onde saí aos 11 anos, para morar em Recife, capital do estado de pernambuco.
Quando perguntado por Nilza, Dácio respondeu a Paolo que ela fora conhecer a igreja, e que logo estaria de volta. Enquanto isso Dácio pediu mais vinho, recebemos nossas taças, e passamos a combinar onde jantaríamos depois dali.
Eis que chega então de volta da catedral, Nilza. Nilza Tajra. A peregrina "estrangeira" do "enjoy your trip".
Nilza, embora de ascendência síria, nasceu em Teresina, Piauí, mas vive em Fortaleza desde muito criança. Os dois faziam pela segunda vez o Caminho de Santiago. A primeira vez, em 2010 haviam andado os 240 km de Astorga até Santiago de Compostela. Agora, haviam começado em San Jean Pied de Port, e portanto fariam o Caminho francês completo.
Nessa tarde-noite, encontramos ainda o paulista Rodrigo, que morara dois anos em Madrid, e cuja presença no Caminho de Santiago, já havíamos dado conta desde quando com ele cruzamos depois de Roncesvalles.
Jantamos os cinco no porão de uma taberna, abrigados do frio, mergulhados no bom vinho, em meio a boas e divertidas conversas além de comidas deliciosas.
De volta aos seus lugares de hospedagem, estavam todos sentindo-se leves, e com o sono profundo garantido. Eu Acordaria como sempre muito disposto, para a sétima jornada, a que nos levaria a Logroño.





Que energia boa esse lugar tem!! A igreja é belíssima!
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