Através da Associação dos Amigos do Caminho de Santiago (em Recife), AACS, de cujas reuniões mensais participei, recebi com a antecedência maior que um mês a minha Credencial.
Na foto, com Nilton Curvêlo, participante da AACS,
e autor de "O Caminho de Santiago de Compostela -
Relato de um Peregrino".
Relato de um Peregrino".
A seta aponta para Fátima Ananias,
Presidente da AACS em Recife.
Presidente da AACS em Recife.
A Credencial é o que poderíamos chamar de "O Passaporte" do "Peregrino". Ele é necessário para a nossa aceitação como hóspedes nos albergues do caminho, pagando pela dormida, a bagatela de apenas 6, 8, ou 10 Euros. Nele são coletados os carimbos ("sellos") que ao final irão comprovar o percurso realizado, para a concessão da chamada Compostela.
A Compostela é um documento em Latim, emitido pela Igreja Católica desde a idade média, aos que comprovam ter concluído a peregrinação ao caminho de Santiago.
Embora um substantivo em geral usado para significar uma caminhada com objetivos religiosos, observo que consideram-se "Peregrinos" quase todos que fazem o caminho.
Talvez se atenham a que a palavra "Peregrino" significa "aquele que atravessa os campos".
Atravessar os campos, todos que fazemos o Caminho de Santiago atravessamos! Não importa que o motivo que nos leva seja religioso, cultural, artístico, histórico, atlético, turístico, a combinação de alguns desses, entre outros.
Sim! há muitos outros motivos para "aparecer" lá pelo caminho. Entre eles o espiritual. Entrar de alguma forma para o Guiness Book, é uma boa ilustração do que digo. É uma forma que comporta muitas variações. Fazer os 800 km do caminho plantando bananeira, pode até ser uma próxima invenção.
Fazer o caminho por razões espirituais, pode ser considerado uma forma não religiosa de fazer o caminho, porque digamos, é um jeito desquitado da Igreja Católica no sentido institucional.
Há até quem nesse sentido faça o Caminho de Santiago, mas com o "espírito" namorador! :-)
Também, e ainda, o caminho pode ser o lugar dos que buscam respostas para a tríplice questão existencial:
"Quem sou eu?", "De onde vim?" e "Para onde vou?"
"Quem sou eu?", "De onde vim?" e "Para onde vou?"
Em todo caso, o Caminho está sempre lá e é um convite a todos para conhecê-lo.
Mesmo para quem assim como Woody Allen já encontrou as respostas às tríplices questões fundamentais, restam sempre motivos para fazer o Caminho de Santiago.
Quanto a mim passarei a me denominar a partir de agora, "alguém que atravessa os campos". Portanto, um "Peregrino".
"Sou quem sou, vim de minha casa, e volto para lá." Woody Allen.

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