Escolhi fazer o Caminho francês de Santiago de Compostela, denominado Caminho Tradicional, o qual começa em Saint Jean Pied de Port.
Saint Jean é uma pequena e bela cidade francesa, situada no sopé dos Pirineus.
Essas são apenas algumas fotos da cidade, para que vocês possam dela ter uma ideia. Postarei outras mais a frente.
Escolhi para chegar até lá, a opção através de Madrid.
Viajei dia 28 de abril, Recife - Madrid pela TAP, com conexão em Lisboa. Depois de dois dias em Madrid, tomei um trem na estação Atocha, para Pamplona.
O trem saiu de Madrid às 7h 35 e eram 10 h 40 quando chegou a Pamplona.
Ainda em Recife, dias antes da minha viagem, contactei Juan em Pamplona.
Juan faz um "V" com a mão direita.
V de Van!
:-)
Meu contato com Juan foi através de e-mail (info@taxnavarra.com). De Pamplona a Saint Jan Pied de Port, na Van de Juan, são aproximadamente 1 h 20 e custa 110 Euros. Para quem interessar, o telefone de Juan é:
(0034) 689.800.152.
Muito caro? Nem tanto! Esse valor é para ser dividido pelo número de passageiros. Havendo sete passageiros cada um pagaria apenas 15,70 Euros.
Haviam três no meu dia, eu incluído.
Ficou caro?
Sim. Ficou!
Juan tem ótimos vínculos com peregrinos brasileiros, além de que é muito simpático, solícito e sempre prestativo.
Ele só nos deixou, depois que tendo chegado a Saint Jean, nos levou ao escritório onde tivemos simpática acolhida, recebemos farta documentação sobre o Caminho, e de onde fomos encaminhados para um albergue.
Juan ainda nos levou até o albergue privado onde pernoitamos, e ao despedir-se, deixou conosco o seu telefone para contato. Isto viria a ser de grande valia, pelo que contarei depois.
Nome do Albergue: Caminho de Santiago!
Foto tirada de dentro do
nosso quarto de três camas.
Uma pergunta usual:
- Você foi só? Ou teve companhia durante o caminho?
Resposta:
Dificilmente alguém faz só, todo o Caminho de Santiago. Mas isso seria assunto para eu falar enquanto escrevo o "Durante" o Caminho?
E se eu começar a falar certas coisas agora, o que direi quando chegar a hora de escrever sobre o "Depois"?
Como há sempre várias maneiras de se responder uma mesma pergunta, escolherei agora a mais objetiva. Deixarei para o "Depois" as subjetividades.
- Caminhei inicialmente na boa companhia de Ivo e Alcides.
Oalcides é o que que tem menos cabelo.
Oivo é o com mais cabelos.
Propositalmente "Oivo", porque assim o chamo formalmente, já que são de Fortaleza ele e Oalcides, onde o artigo antes dos nomes próprios, jamais é esquecido.
Pois bem, encontramo-nos em Lisboa, de onde seguimos juntos para Madrid e de lá até Saint Jean.
Durante os dois dias em Madrid fizemos até uma excursão à Loja francesa de produtos esportivos da Decahtlon, para aquisição de uns poucos itens complementares, como uma mochila para Oivo, além de outras coisinhas mais. :-)
Oalcides e Oivo deliciaram-se a partir de Madrid com a cozinha espanhola. Como não como carne, muito do que por lá eles provaram, apenas assisti respeitosamente. Até mesmo quando serviram-se de um saboroso Rabo de Toro.
A programação inicial dos meus bons companheiros e camaradas era caminharmos juntos a partir de Saint Jean durante sete jornadas.
Uma jornada é o percurso que se faz entre dois pernoites consecutivos. A cada dia corresponde uma jornada. A distancia média das minhas jornadas foi de 25 km.
Portanto caminharíamos juntos os sete primeiros dias, até chegarmos a Logroño.
Infelizmente logo após a nossa primeira jornada, amanhecemos para prosseguir, deixando Roncesvalles em direção a Zubiri, quando após o desjejum, Ivo recebeu a triste notícia do falecimento em Fortaleza, da Donaninha, nossa querida Donaninha, a sua mãe.
Ivo me parece ter ficado muito grato ao papel que teve Juan, nesse seu momento de extrema dificuldade. Apenas 20 minutos depois de haver ligado para ele, Juan chegou ao Hotel onde estávamos em Roncesvalles.
Ivo retornou de imediato para o Brasil. Juan o levou na Van para Pamplona, o assistiu na escolha das melhores opções para que já no dia seguinte, ele pudesse voltar em um voo a partir de Lisboa.
Isso veio ilustrar o porque de dizerem que no caminho nunca estamos sós.
Alcides diante do ocorrido com o amigo, resolveu que em lugar de continuar comigo até Logroño, iria somente até Pamplona. Apenas duas jornadas a mais, em lugar das sete antes planejadas.
Em Pamplona portanto, iniciei minha carreira solo.

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