sexta-feira, 8 de agosto de 2014

J 02/32 - Parte II - Em Zubiri.


Zubiri

Fui recepcionado à entrada da cidade.

Uma senhora muito esperta, cuja moradia é à entrada de Zubire, tem com o marido, uma pensão a poucos metros dali.

Costuma por-se à chegada e oferecer hospedagem confortável e a preço razoável aos que chegam. A possibilidade de que aceitem a sua oferta, é diretamente proporcional ao cansaço dos que são por ela abordados, e também a hora em que chegam.

Dormimos na pousada da nossa recepcionista.

Outra vez muito confortavelmente!

Os primeiros dias de caminhada, são de adaptação.

Até aqui eu chegava ao fim da jornada mais cansado do que passei a chegar dias depois. Há quem considere os sete primeiros dias aqueles no qual a adaptação acontece.

No meu caso foi com menos tempo! Uns seis dias e meio! :-)

Há um momento a partir do qual trazemos para nossas costas a mochila como se de nós ela já fizesse parte. 

Mas até então ela ainda não fazia parte de mim, coisa nenhuma!

Além do mais, era o terceiro dia de Caminho, e eu já lavava roupas pela segunda vez! 

Sobre essa atividade, aproveito para contar: Nem sempre precisamos lavá-las à mão, e depois estendê-las. Muitos albergues têm máquinas de lavar. Ás vezes, por 6 Euros, a própria encarregada do albergue se oferece para lavar, devolvendo-nos a roupa enxuta.

Os primeiros instantes do fim de cada jornada, passam por:

1. Encontrar o albergue, pensão, hostal ou hotel onde hospedar-se.

2. Caso necessário cuidar da lavagem das roupas.

3. Fazer a higiene pessoal.

4. Descansar um pouco para refazer-se do cansaço do dia.

5. Passear pela cidade e jantar.

6. Recolher-se ao local da hospedagem.

Das seis  "atividades" a melhor é a quinta.

E sentar-se com novos amigos arredor de uma mesa para jantar, resultava em momentos incríveis! Incrível a começar que embora sendo tão bom, poderia se repetir todos os dias até o fim do Caminho. Essa realmente a ideia que eu tinha, do momento ágape.

Nunca tive a sensação de que fazer as mesmas coisas todos os dias, fosse repeti-las.

Até lembrei do grego antigo Heráclito quando filosofou: "Não se pode atravessar duas vezes o mesmo rio."

Parafraseando-o, logo percebi que "Não se pode fazer duas vezes o mesmo Caminho, ainda que o repita várias vezes."

Agoro, um pouco de Zubiri:




Zubiri à vista.
Mas a pé, e em fim de jornada, Zubiri bem longe!












Local do nosso pernoite.


Rua da Pensão Amets.







Rua principal de Zubiri.





Albergue Municipal.



No dia seguinte, destino: Pamplona.

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