sábado, 18 de janeiro de 2014

A Escolha do Caminho, e Como Chegar ao Seu Início.

Diz-se que a caminhada começa na porta de saída da nossa própria casa. 

Mas vocês entenderam o título deste Post! 

Dependendo do domicílio, tem-se às vezes até mesmo de cruzar um Oceano, para alcançar o início de qualquer dos caminhos europeus, que são vários.

Atualmente, o mais tradicional, ainda que não o mais longo, tem a extensão de 774 Km, e começa na França, na pequena e bela Saint Jean Pied de Port.

Este caminho, denominado de caminho francês, é considerado o mais tradicional, e por ele passaram povos primitivos como os Celtas, antes mesmo da era cristã.

Eles o percorriam como rito de iniciação, e através dele dirigiam-se a Finisterre, parte mais ocidental da Europa, onde à época pensava-se que terminava o mundo.

Finisterre, "o fim do mundo", viria a ser no futuro, apenas a porta para um Novo Mundo. Uma metáfora para o final das vidas? Para o final dos tempos? Finisterre parece insinuar que sim! Ou não?

Foi no século IX que incentivadas pela Igreja Católica, tiveram início as peregrinações de natureza religiosa. Peregrinação ao túmulo de um apóstolo de grande prestígio. 

Primeiro foi preciso o reconhecimento da Igreja Católica Apostólica Romana, de que ali realmente estava o corpo de Tiago, o apóstolo de Cristo, irmão de João, o evangelista, esse sim, que até dispensa comentários!

Assim é que por ali passaram São Francisco de Assis, Isabel de Castela, Carlos Magno o Papa João Paulo Segundo, e quase ia omitindo, Paulo Coelho. 

Cada um passou por lá ao seu próprio modo. Carlos Magno por exemplo, foi a trabalho. Expulsava árabes do local. As mulheres que hoje habitam aquela região agradecem a ele por não precisarem usar chadô. 

As peregrinações contudo amainaram por alguns séculos, para ressurgir na década de 80 com um ímpeto que até agora se mantém.

Paulo Coelho que fez o caminho em 1986 foi um grande responsável pelo ressurgimento do interesse por ele redespertado, não só no Brasil como também no mundo.

O seu livro "O Diário de um Mago", descreve a sua busca interior marcada por uma viagem de conotação mística e consequentemente espiritual, à qual terminou antes do final, porque ao alcançar o Cebreiro, ele já havia encontrado o que por lá procurava.

Não necessariamente são religiosos os que por lá caminham. A palavra peregrino, tem origem no Grego, "per aegros", que significa: Aquele que atravessa os campos.

A rigor, todos são peregrinos, não importando se religiosos ou não, embora a palavra originalmente tenha sido usada para designar aqueles que para ali se dirigiam por motivos exclusivamente religiosos.

Não teriam os Celtas sido peregrinos?

Continuarei daqui da próxima vez...

Mas como falar de tudo?

Meu objetivo é apenas despertar-lhes o interesse da busca. Por isso sempre que possível indicarei as fontes que consultei para que lá encontrem informações adicionais.

Para informações básicas e iniciais sobre o Caminho de Santiago, que tal consultar o Wikipedia?

Hasta la vista!

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