Pensamentos de Frédéric Gros (continuação):
"Não se está só finalmente porque, assim que se caminha, é-se imediatamente dois. Sobretudo depois de ter caminhado por muito tempo. Quero dizer que sempre há, mesmo quando sozinho, esse diálogo entre o corpo e a alma."
"Quem poderia sentir-se tão só, quando tomou posse do mundo?"
"Não se está só finalmente porque, assim que se caminha, é-se imediatamente dois. Sobretudo depois de ter caminhado por muito tempo. Quero dizer que sempre há, mesmo quando sozinho, esse diálogo entre o corpo e a alma."
"Quem poderia sentir-se tão só, quando tomou posse do mundo?"
"Verdadeiramente, a alma é a testemunha do corpo."
"Assim que me ponho a andar, viro dois."
"Recebe-se o silêncio como se fosse um grande vento fresco que espanta as nuvens."
"O homem antes de falar, deve ver."
"Caminhar para descobrir em si mesmo o homem que saiu das mãos da natureza, o absolutamente primitivo."
"Sai-se disso mais afinado consigo mesmo. Não nos adoramos mais, simplesmente nos amamos. Sai-se disso mais afinado com os outros."
"Caminhar como uma respiração da paisagem."
"Em pouco tempo já não se sabe mais nada acerca do mundo e de seus sobressaltos, dos mais recentes desdobramentos do último escândalo."
(Frédéric Gros sendo francês, enquanto digito lembro que o último escândalo na França, foi a descoberta ontem de um caso amoroso do presidente francês Hollande, com a atriz Julie Gayet, de 41 anos, como faz questão de frisar a mídia).
"Não se faz nada ao caminhar, só se caminha. Mas não ter nada para fazer exceto caminhar permite resgatar o puro sentimento de ser, redescobrir a simples alegria de existir, de que é feita a infância por inteiro (...) Quero dizer que caminhar é uma brincadeira de criança."
"Ao caminhar eu não passo de um simples olhar."
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