Por Tacio Renato Pizzi Caputo.
(Mas o Tacio, autor do texto, não pode ser responsabilizado pelas ilustrações! Tá?)
(Mas o Tacio, autor do texto, não pode ser responsabilizado pelas ilustrações! Tá?)
O texto é longo.....mas trata-se de uma modesta contribuição para a
preservação da integridade física dos futuros peregrinos.
É fato conhecido nosso que a atividade física exige um consumo maior de
alimentos. Para repor energias, para recuperar a musculatura e para
reequilibrar nosso organismo, visando recompor nosso corpo para que estejamos
sempre aptos a nos manter ativos.
Também sabemos que longas caminhadas, é uma
atividade que demanda um grande gasto energético. É uma atividade que nos
proporciona grande prazer, mas nos cobra muito esforço e suor. Logo chegamos à
conclusão basicamente que o melhor alimento que podemos consumir são os
carboidratos. Eles proporcionam energia, mantendo o nível de açúcar no sangue
dentro do que seu corpo necessita para desenvolver a atividade.
Nas
paradas junto às fontes de água, aproveite para efetuar a troca de água que
ainda houver no seu cantil ou garrafa. Chocolate em barra é ótimo para repor
energias,
mas no calor podem derretem e fazer a maior sujeira na sua mochila. Se você fizer questão leve apenas no inverno, ou proteja da melhor forma.
mas no calor podem derretem e fazer a maior sujeira na sua mochila. Se você fizer questão leve apenas no inverno, ou proteja da melhor forma.
Sanduíche feito em pão de forma pode não ser uma boa idéia pois dentro
da mochila tende a ficar completamente amassado. Prefira aquele pão tipo
bisnaga para confeccionar o seu sanduba.
Vamos pensar na questão ecológica evitando produzir muito lixo com como
produtos com embalagens volumosas e pesadas. Não vamos sujar o Caminho!
Enquanto você caminha, ou no decorrer
do dia, procure comer apenas alimentos leves como barras de cereais e frutas,
deixando os sanduíches para as paradas mais demoradas, permitindo uma digestão
mais adequada.
Leve sempre algo a mais para comer,
pois é melhor sobrar do que faltar. Tem pessoas que sentem mais fome em
determinadas circunstâncias, talvez devido ao gasto energético; enquanto outras
sentem menos fome, pois apesar do dispêndio de energia ser o mesmo, a mudança
de hábitos, de alimentação e de horários desregula o sistema digestivo e o
metabolismo.
Portanto a regra é mais ou menos
essa: Durante o dia, caminhando, prefira alimentos mais práticos, como aqueles
já citados: bolachas, barras de cereais, frutas etc. No albergue, a
noite uma refeição quente faz milagres.
Durante ou depois de uma longa é
importante que você aumente a ingestão de sais minerais. Não pense que é só de
alimentos doces que você precisa. Claro que eles contém os carboidratos, tão
necessários à manutenção da atividade. Porém os sais são muito importantes,
pois atuam no equilíbrio eletrolítico do nosso corpo. E não é só o nosso sal de
cozinha não. Potássio, zinco e ferro, além do cloro e do sódio são muito
importantes, porém não são encontrados no sal de cozinha comum.
O que repõe
bastante o potássio é a banana passa. Algumas pessoas acham o gosto
desagradável mas vale à pena, pois praticamente não pesa, não ocupa espaço e
não estraga fácil, sendo muito recomendada a sua ingestão em atividade de longa
duração.
Pode parecer um exagero, mas cuidados adicionais com relação a rotina
alimentar devem ser considerados, afinal você estará em outro território que
tem hábitos alimentares bem distintos, e aqui cabe uma ressalva: eu não tive
nenhum problema com alimentação ou com a água que bebia direto das fontes e em
algumas poucas vezes na torneira e até mesmo na margem do rio. Mas o que não
aconteceu comigo pode acontecer com outra pessoa, e cada caso é um caso a
receita neste caso é prevenir para não ter que remediar.
É comum o corpo sofrer alterações
antes mesmo do peregrino sair da própria cidade, como por exemplo, sofrer um
desarranjo intestinal . O fato está ligado à tensão emocional, que é comum
antes de viagens, garantem os médicos.
Ser cauteloso com a alimentação, conforme já escrevemos, é procedimento
indispensável para quem não quer ficar na cama, vítima da temida e conhecida diarréia
do viajante.
Quando experimenta a culinária local (e quem resiste?), o peregrino
entra em contato com microorganismos com os quais o seu corpo não está
acostumado, explicam também os médicos. Além disso, a variação de dieta, em
pessoas mais sensíveis, pode significar mal-estar, dizem eles.
A água pode trazer problemas sérios (não foi o meu caso). Por isso em caso de dúvida não peça bebida com gelo, pois pode ter sido produzido com água contaminada. Fique muito atento ao que vai pedir para comer e beber. Se você não está acostumado, o melhor é consumir alimentos assados, cozidos ou aqueles que a própria pessoa descasca (um sanduíche de jamón (presunto cru)
é irresistível e delicioso, mas nas minhas andanças vi muita gente com problemas.
é irresistível e delicioso, mas nas minhas andanças vi muita gente com problemas.
Continua na próxima postagem.








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