Por Tacio Renato Pizzi Caputo.
Beber no aeroporto aquele refrigerante antes do embarque pode representar um desconforto na barriga causado por gases durante a viagem de avião. Pode parecer estranho, mas acontece. Isso porque as bolhas de gás se expandem no estômago quando o passageiro está a 10 mil metros de altura em função da redução da pressão atmosférica.
Embora seja difícil perceber, há menor volume disponível de oxigênio no avião, devido à pressão atmosférica. A conseqüência é que respirar fica mais difícil. Para pessoas saudáveis não é problema; no máximo, pode causar sensação de incômodo ou uma leve dor de cabeça. Mas, em pessoas com problemas respiratórios, como bronquite ou asma crônicas, pode desencadear uma crise.
Como a redução de oxigênio atinge todos os tecidos do corpo, pessoas com problemas cardiovasculares ou algum distúrbio sangüíneo, como anemia, podem ser menos tolerantes. Neste caso, a dica é não ficar andando pelo avião; se sentir falta de ar, reduza o nível de atividade e de conversação.
Conforme já citamos, durante o vôo, o ar se expande em todas as cavidades do corpo. O estômago e o intestino são dois dos órgãos mais atingidos, onde pode haver flatulência (popularmente o nosso velho e conhecido "pum").
Com relação a sua pele - a umidade relativa do ar é muito baixa na aeronave. Depois de seis horas de vôo, pode chegar a 10% (a do Saara, na África, é em torno de 13%). Por isso é comum a pele ressecar e, em vôos mais longos – por exemplo do Rio de Janeiro a Madrid são 10 horas de vôo - algumas pessoas terem sangramento no nariz. Dica: use hidratante, e se houver sangramento, procure a tripulação.
Hidratação: o ar é muito seco dentro do avião. Com isso, as cavidades respiratórias ficam ressecadas. Se o passageiro não ingerir bastante líquido durante o percurso, pode apresentar um princípio de desidratação, com sintomas como dor de cabeça, sonolência e irritação. Dica: beba bastante água.
Continua na próxima postagem.
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